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Realizado pela Sportswear International em parceria com The Conference Group, o evento aconteceu no dia 22 de novembro, em Frankfurt, na Alemanha.
Dando continuidade às conversas que se iniciaram em dezembro passado, o evento envolveu mais de 90 profissionais de moda, mídia e tecnologia sob o tema “The Power of e – How to estabilish and sell your brand via web or smartphone” (algo como O Poder do e – Como estabelecer e vender sua marca via web ou smartphone).
![]() Em sua palestra, o Professor Dr. Gerrit Heinemann, da Universidade Niederrhein de Ciências Aplicadas, apontou para o boom que as vendas online vêm apresentando em países como Brasil, China, Índia, Rússia e Indonésia. Com o crecsente alcance da plataforma, novos comportamentos são adotadas pelos usuários, como o mobile commerce dos eBooks e o modelo crowdsourcing de criação, o qual a Vicunha propôs a criação de seu estande na Colombiatex. Moritz Koch, da agência de e-Commerce SinnerSchrader deu dicas e conselhos às marcas internacionais que pretendem entrar no mercado online alemão. Para Koch, o consumidor alemão leva muito em consideração o preço do produto, sempre procura ofertas especiais e tende a reclamar e até mesmo a devolver a mercadoria, quando não fica satisfeito. Também chamou atenção para a forma em que o pagamento é realizado online: ao contrário de muitos países, a Alemanha tem uma preferência por boletos e é essencial que esta característica seja levada em consideração na hora de entrar no mercado online. Basicamente, se o site não se adequa às maneiras do consumidor, ele perderá a venda.
Sob o tema “Too chic to click”, Ariel Geifman, da MediaMind Research/Israel apresentou maneiras de aumentar o número de visitantes e o tempo de navegação dentro do site de compras: “Foque no criativo, otimize a criação, apresente vídeos, inove no formato e engaje o usuário”.
Chris Aubrey, da Adidas, discutiu se as vendas online e offline se complementam ou se anulam e concluiu que, se bem trabalhada, a interação entre os meios pode enriquecer a experiência do consumidor e aumentar as vendas. Como exemplo de perfeita simbiose, Aubrey citou a instalação de uma Virtual Footwear Wall na loja da Adidas na Oxford St, em Londres. Com a implantação do sistema digital a logística foi aperfeiçoada, possibilitando maior aproveitamento das oportunidades de venda, redução de custos e gerou uma nova experiência para o consumidor, que passa a ter mais uma razão para realizar a compra, indicar aos seus contatos e retornar à loja.
“Consumidores são estatísticas; clientes são pessoas de verdade!”. Foi assim que Eleftherios Hatziioannou, da s. Oliver justificou a importância da marca manter um bom relacionamento com seus clientes nas redes sociais. É muito importante que a marca saiba ouvir as opiniões e desejos de seu público e usar essas informações em seu dia-a-dia.
Oliver Rosenthal, responsável pelo desenvolvimento de estratégia de marketing da Louis Vuitton, abordou os requisitos para a realização de uma boa campanha. Segundo Rosenthal, é essencial que ela transmita emoção e racionalidade, inclua mecanismos de ativação e alto nível de conectividade. Ele recomenda atenção à aceitação das novas tecnologias, pois elas logo alcançarão as massas.
A tendência de trade shows virtuais foi discutida por um time de peso: Saydou Bangoura, fundador da Tribspace (plataforma focada no comércio de moda B2B virtual), Francesco Bottigliero, CEO da Pitti Imagine criadora do trade show online Fiera Digitale, Chris Aubrey (Adidas) e Torsten Widarzik (Levi’s). Todos concordaram que a experiência virtual não substitui o ato de ver e sentir o produto, mas que pode ser de grande valia para marcas menores e menos conhecidas, que passam a ter maior alcance e capacidade de distribuição.
Não podendo ser deixada de fora, a questão do mobile commerce (compras online feitas através de tablets, celulares e smartphones) foi abordada por Michael Burk, do Google. Diante do boom dos smartphones, é essencial que as empresas se atentem a esta nova tecnologia e a integrem a suas estratégias de comunicação e marketing. A regra é aproveitar ao máximo as possibilidades oferecidas pelas plataformas multimídias e elevar ao máximo a opção de interação do usuário.
Para quem se assusta com as inovações tecnológicas e acha caro e complicado manter um site de compras, Lars Rabe, da Demandware, deu dicas de como personalizar o espaço e torná-lo atrativo para ações de merchandising. “O segredo é focar mais na inovação e menos na programação por trás dele”, resume.
John Raap, da Adobe concorda: “O conteúdo continua sendo o principal foco.”, usando o case da Columbia Sportswear, que aumentou sua presença online através de melhoria no conteúdo. |
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